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Neste primoroso conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente no jornal Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1885), o autor explora as profundezas da hesitação, da culpa e do autoengano. Por meio do relato de Plácido, dividido entre o dever moral de cuidar de um amigo enfermo e o desejo febril de conquistar a viúva Henriqueta, o bruxo do Cosme Velho tece uma irônica e sofisticada análise sobre a duplicação psicológica do ser. Um convite irrecusável à leitura!
Neste divertido e irônico conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente na Gazeta Literária do Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1883, o autor explora a imprevisibilidade dos relacionamentos e ironiza a ideia de que os casamentos são "talhados no céu". Através do relato tragicômico de Venâncio sobre um amor frustrado e um noivado desfeito de forma inusitada, Machado tece uma saborosa sátira aos caprichos do coração e às convenções sociais. Um convite irresistível à leitura!
Esta é uma das primeiras narrativas de Machado de Assis, publicada sob o título de "Virginius: narrativa de um advogado". O conto explora a tragédia de Julião, um lavrador que, diante da desonra iminente de sua filha Elisa pelas mãos do filho de seu protetor, decide pelo sacrifício da jovem. Machado tece um drama sobre abuso de poder, relações de classe e a ética trágica, remetendo ao mito romano de Virginius, sob a lente crítica do Brasil oitocentista.
Este texto dramático em prosa de Machado de Assis (1839–1908) coloca frente a frente duas figuras mitológicas imortais no fim dos tempos: Ahasverus, o Judeu Errante, e o titã Prometeu. Diante de uma Terra deserta e prestes a testemunhar a extinção humana, os personagens debatem sobre o tédio da existência, as dores do mundo e a esperança utópica em uma nova era. Trata-se de uma densa reflexão filosófica e existencialista sobre o apego do homem à vida e a persistência do sonho mesmo diante do abismo inevitável.
Neste divertido e irônico conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente no Almanaque da Gazeta de Notícias para 1893, o autor satiriza a idealização romântica e a figura do poeta medíocre. A narrativa acompanha Ricardo, jovem que vive sob o fascínio da Vênus de Milo e compõe versos inflamados a musas inalcançáveis, até que a realidade prática o força a rimas mais domésticas. Um convite irônico ao pragmatismo que desmonta as fantasias sentimentais da juventude.
Neste irônico e melancólico conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro, 20 de junho de 1883), o narrador Matias Deodato expõe sua biografia marcada pelo "caiporismo" — um azar incurável em amores e negócios. À beira do suicídio, ele dita seu testamento e nos guia por suas desventuras existenciais. Trata-se de uma genial e cética reflexão sobre o vazio da existência humana e a futilidade de nossas ilusões.
Publicado originalmente sob o título "Que é o mundo?" no periódico Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1895), este genial conto de Machado de Assis (1839–1908) é uma sátira filosófica e alegórica indispensável. A narrativa acompanha Macedo, um ornitólogo que se depara com um canário falante capaz de redefinir o conceito de "mundo" a cada mudança de cenário. Com fino humor, o Bruxo do Cosme Velho tece uma brilhante reflexão sobre o perspectivismo e as ilusões do saber.
Machado de Assis (1839–1908) compôs este soneto pungente em memória de sua esposa, Carolina, falecida em 1904. Em "A Carolina", o "Bruxo do Cosme Velho" despede-se de sua companheira de longa data com uma honestidade brutal e sensível, transpondo o luto para uma poesia que celebra a vida a dois. É um dos testemunhos mais íntimos da literatura brasileira, revelando a faceta humana de um gigante das letras em um momento de profunda dor e saudade. Um convite irrecusável à emoção.
Publicada originalmente na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, em 11 de junho de 1899, esta primorosa crônica crítica de Machado de Assis (1839–1908) analisa a obra Cenas da Vida Amazônica, de José Veríssimo. Com sua sensibilidade aguçada, o bruxo do Cosme Velho exalta a força da paisagem nortista e o contraste dramático entre a natureza monumental e as figuras simples do meio rude. Um convite fascinante a descobrir a Amazônia pelo olhar cruzado de dois gigantes da nossa literatura.
Neste ensaio crítico publicado originalmente na Revista Brasileira (15 de julho de 1879), Machado de Assis debruça-se sobre a obra e a trágica trajetória de Antônio José da Silva, o "Judeu". Com a agudeza característica, o autor analisa a influência de Molière sobre o dramaturgo português, defende sua originalidade em meio ao gênero da farsa e reflete sobre o "destino decapitado" de um talento cuja vida foi precocemente interrompida pela Inquisição. Um convite essencial para compreender a dramaturgia luso-brasileira sob o rigor da crítica machadiana.