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#Comédias#Literatura Brasileira

Quem casa, quer casa

Por Martins Pena (1845)

EDUARDO – Nada estudo... 

PAULINA – Meu pai, se... 

OLAIA – Nesta casa... (Todos gritam ao mesmo tempo.)

ANSELMO, batendo o pé – Irra, deixem-me falar! 

FABIANA – Pois fale... 

ANSELMO – Senhora, recebi a vossa carta e sei qual a causa das contendas e brigas em que todos viveis. Andamos muito mal, a experiência o tem mostrado, em casarmos nossos filhos e não lhe darmos casa para morarem. Mas ainda estamos em tempo de remediar o mal... Meu filho, aqui está a chave de uma casa que para ti aluguei. (Dá-lhe.) 

EDUARDO – Obrigado. Só assim poderei estudar tranqüilo e compor o tremendíssimo... 

ANSELMO – Filha, dá esta outra chave a teu marido. É a da tua nova casa... 

PAULINA, tomando-a – Mil graças, meu pai. (Dá a chave a Sabino.) 

FABIANA – Agora, sim... 

ANSELMO – Estou certo que em bem pouco tempo verei reinar entre vós todos a maior harmonia e que visitando-vos mutuamente e... 

TODOS, uns para os outros – A minha casa está às vossas ordens. Quando quiser... 

ANSELMO – Muito bem. (Ao público:) E vós, senhores, que presenciastes estas desavenças domésticas, recordai-vos sempre que... 

TODOS – Quem casa, quer casa. (Cai o pano.) 

 

FIM. 

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