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#Romances#Literatura Brasileira

As Mulheres de Mantilha

Por Joaquim Manuel de Macedo (1870)

E rezou o credo em latim, pronunciando-o, como se fora um padre. 

Quando acabava o credo, chegou Jerônimo de volta da cidade e de joelhos com a mulher, as filhas e os hóspedes, rendeu graças a Deus. 

Apagadas as luzes e fechado o oratório, a senhora Inês foi apertar a mão do marido, e logo depois, procurando com os olhos Isidora, não a encontrou mais; dirigiu-se então à porta do gabinete contíguo, e sem entrar disse em voz bastante alta para ser ouvida: 

Deus te abençoe! 

Que é? perguntou Jerônimo. 

Um socorro oportuno e um credo que me ficaram no coração. 

Irene e Inês receberam a bênção do pai e de Antônio e se retiraram seguidas pela zelosa mãe e nobre esposa que se tranqüilizara, observando a serenidade e quase a satisfação no rosto do marido. 

Os dois velhos amigos ficaram sós, e velaram, conversando, até depois da meia-noite.

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