Por Euclides da Cunha (1907)
Depois alevantou vagarosamente a mão direita, espalmada, vertical e de chapa para o ponto onde se adivinhavam os navios revoltosos, no gesto trivial e dúbio de quem atira longe uma esperança ou uma ameaça... Traçou naquele momento o molde da sua estatua. Nenhum escultor de gênio o imaginará melhor, a um tempo ameaçador e plácido, sem expansões violentas e sem um tremor no rosto impenetrável, desdobrando silenciosamente, diante do assalto das paixões tumultuárias e ruidosas, a sua tenacidade incoercível, tranqüila e formidável.
Baixar texto completo (.txt)CUNHA, Euclides da. Contrastes e confrontos. Rio de Janeiro: Laemmert, 1907.