Letras+ | Letródromo | Letropédia | LiRA | PALCO | UnDF



Compartilhar Reportar
#Crônicas#Literatura Brasileira

Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro

Por Joaquim Manuel de Macedo (1862)

Carta de lei de 17 de setembro de 1851, autorizando a venda em hasta pública dos prédios pertencentes ao patrimônio do colégio, convertendo-se o seu produto em apólices.

Aviso de 12 de fevereiro de 1852, dando providências sobre o regime interno do colégio.

Decreto de 6 de março de 1852, mandando pôr em execução as instruções de 4 do mesmo mês para o regime econômico e administrativo do colégio.

Artigo 20 da carta de lei de 28 de agosto de 1853, exonerando o colégio do pagamento de décima dos seus prédios.

Aviso de 13 de fevereiro de 1854, determinando as formalidades com que devem ser feitos os exames.

Decreto de 17 de fevereiro de 1854, reformando a instrução primária e secundária no município da corte.

Decreto de 17 de fevereiro de 1855, aprovando novos estatutos para o colégio, e neles estabelecendo novo plano de estudos. Este, porém, foi tão depressa modificado, que não julgo necessaário apresentá-lo aqui.

Decreto de 24 de outubro de 1857, dividindo o Imperial Colégio de Pedro II em externato e internato, marcando novo plano de estudos, criando uma cadeira especial de história e corografia do Brasil, e tomando muitas outras e importantes providências.

O novo plano de estudo, que é o que ainda hoje se observa, é o seguinte. Primeiro ano: doutrina cristã, história sagrada, leitura e recitação de português, exercícios ortográficos, gramática nacional, gramática latina, francês, compreendendo-se simplesmente gramática, leitura e versão fácil; aritmética, abrangendo tão-somente os princípios elementares, definições e as quatro operações sobre números inteiros; geografia, compreendendo unicamente a explicação dos principais termos técnicos e das divisões gerais do globo.

Segundo ano: latim, versão fácil e construção de períodos curtos com o fim de aplicar e recordar as regras gramaticais; francês, versão, temas e conversa; inglês, compreendendo simplesmente gramática, leitura e versão fácil; aritmética, continuação até proporções; geogra fia, continuação (Ásia e África).

Terceiro ano: latim versão gradualmente mais difícil, exercícios gramaticais e temas; francês, composição, aperfeiçoamento do estudo da língua, inglês, versão mais difícil, temas; aritmética, continuação até ao fim; álgebra, até equações do 2º grau; geografia, continuação (Europa, América e Oceania); história da Idade Média.

Quarto ano: latim, versão, temas; inglês, versão, temas; geometria elementar, história moderna e contemporânea, corografia e história do Brasil, botânica e zoologia.

Quinto ano: latim, versão de autores mais difíceis, temas; inglês, composição, conversa, aperfeiçoamento do estudo da língua; trigonometria retilínea; continuação e repetição da corografia e história do Brasil; física e repetição da botânica e zoologia; grego, alemão, compreendendo apenas gramática, versão fácil.

Sexto ano: latim, continuação das matérias do ano anterior; grego, versão, temas fáceis: alemão, temas fáceis, conversa; italiano; filosofia, compreendendo a lógica e a metafísica; retórica, regras de eloqüência e de composição; história antiga; química e repetição de física.

Sétimo ano: latim, composição, aperfeiçoamento do estudo da língua; grego, versão mais difícil, temas; alemão, versão, temas, conversa; filosofia moral e história resumida dos sistemas comparados de filosofia; retórica e poética; análise e crítica dos clássicos portugueses, composição de discursos, narrações, declamação; história da literatura portuguesa e nacional, repetição de química, mineralogia e geologia.

Decreto de 22 de julho de 1859, criando a cadeira de doutrina cristã e história sagrada.

Aviso de 10 de agosto de 1860, mandando recolher ao tesouro nacional as apólices do colégio, ficando a cargo do mesmo tesouro a arrecadação do rendimento do patrimônio e das pensões e matrículas dos alunos do colégio, e determinando que o pagamento dos professores, empregados e fornecedores do colégio se efetuasse naquela repartição, ficando em poder do tesoureiro o dinheiro necessário para as despesas miúdas.

Decreto de 17 de novembro de 1860, suprimindo a tesouraria do colégio.

Portaria de 19 de junho de 1861, marcando as atribuições do escrivão do colégio.

E pára aqui o meu índice.

Pára, sim. E em vez de bocejardes de impaciência e de fadiga, olhai-me com gratidão, e abri a boca somente para agradecer-me o favor que vos fiz, deixando de ajuntar a meu índice não poucos avisos e portarias do governo que se referem ao Imperial Colégio de Pedro II, e que não mencionei porque entendi que não tinham importância para entrar na história desse estabelecimento.

Agradecei-me, pois, que eu vos prometo ser um pouco menos árido no próximo passeio.

V

(continua...)

« Primeiro‹ Anterior...124125126127128...Próximo ›Último »
Baixar texto completo (.txt)

← Voltar← AnteriorPróximo →