Por Machado de Assis (1875)
Alfredo abriu o papel.
Era o decreto de privilégio das minas.
Alfredo ficou literalmente embasbacado.
— Mas como veio isto?...
— Quis causar-te esta surpresa. O outro decreto há de vir de aqui a oito dias. — Mas então sabia que eu...?
— Sabia tudo.
Quem te disse?...
Ângela titubeou.
— Foi... foi o primo Epaminondas.
A explicação satisfez Alfredo durante três dias.
No fim desse tempo abriu um jornal e leu com pasmo esta mofina:
Mina de caroço, Com que então os cofres públicos já servem para nutrir o fogo no coração dos ministros? Quem pergunta quer saber.
Alfredo rasgou o jornal no primeiro ímpeto.
Depois...
IX
— Mas em suma que tens? disse Tibúrcio ao ver que Alfredo não se atrevia a falar. — O que tenho? Fui à cata de poesia e acho-me em prosa chata e baixa. Ah! meu amigo quem me mandou seguir pela Rua da Quitanda?
Baixar texto completo (.txt)Caroline Alves em 16/10/2025