Por Machado de Assis (1883)
"Cantiga de Esponsais" é um conto do mestre Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no periódico A Estação, no Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1883. Posteriormente, integrou a coletânea Histórias Sem Data (1884). O texto aborda o tema do gênio não realizado e o drama íntimo do Mestre Romão, um músico de 60 anos no Rio de Janeiro de 1813, cuja vocação para compor é sufocada pela incapacidade de traduzir suas harmonias internas em partitura. É uma pungente reflexão sobre a frustração artística e a efemeridade da vida.
Leia maisPor Machado de Assis (1883)
"Capítulo dos Chapéus" é um conto satírico de Machado de Assis (1839-1908) que dissecou as relações conjugais e a submissão feminina no século XIX. Publicado originalmente em 1883, na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro), o texto aborda o insólito conflito entre o bacharel Conrado e sua esposa Mariana por causa de um chapéu, transformando a peça de vestuário em metáfora para o despotismo doméstico e a busca feminina por independência. Com ironia ferina, o conto expõe a "metafísica do chapéu" de Conrado e o breve voo de rebeldia de Mariana.
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
O conto "A Viúva Sobral" é uma obra de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908). Publicado em folhetins na revista A Estação (Rio de Janeiro), em 1884, o texto utiliza a ironia para explorar as complexidades das relações amorosas e a contradição humana. A trama narra o apaixonamento de dois amigos pela mesma mulher, D. Candinha Sobral, cuja beleza se contrapõe à fama de ter um "mau gênio" capaz de "matar o marido com desgostos". Uma excelente amostra da perspicácia machadiana sobre a vaidade, a rivalidade e o mistério do desejo.
Leia maisPor Machado de Assis (1885)
"Adão e Eva" é um conto de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro), em 1885. O tema central é a subversão irônica do mito bíblico da Criação e da Queda. O conto se estrutura em uma discussão entre convivas, na Bahia do século XVIII, na qual o Juiz-de-fora narra uma versão apócrifa em que Deus corrige a obra do Diabo e, ao final, Adão e Eva resistem à tentação da serpente e são levados ao céu. A obra é uma crítica elegante à moralidade e à fixidez das narrativas.
Leia maisPor Machado de Assis (1871)
"Almas agradecidas" é um conto de Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Jornal das Famílias em 1871 (março e abril), no Rio de Janeiro. O enredo, da fase inicial do autor, centra-se na amizade entre Oliveira, ingênuo e generoso, e Magalhães, astuto e calculista, que se aproveita da bondade do amigo para ascender profissionalmente e conquistar a mulher que ele amava. O texto aborda o tema da falsidade nas relações sociais, da ingratidão e da oposição entre a virtude desinteressada e o interesse prático.
Leia maisPor Machado de Assis (1905)
"Anedota do Cabriolet" é um conto do mestre realista Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Almanaque Brasileiro Garnier em 1905, no Rio de Janeiro. A narrativa, com um tom irônico e melancólico, é desencadeada pela curiosidade do sacristão João das Mercês em desvendar o segredo por trás da morte de dois moribundos. O tema central é o poder do destino e do impedimento social (incesto velado) sobre a felicidade humana, com a reflexão sobre a vaidade da curiosidade e a natureza da "anedota".
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
"As Academias de Sião" é um conto satírico de Machado de Assis (1839-1908). Publicado originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1884, o texto utiliza a alegoria de um reino asiático e o mito da troca de almas para satirizar o ambiente intelectual das academias, a vaidade e a futilidade dos debates pseudocientíficos, a política e a natureza humana. O conto questiona, ironicamente, a essência do ser e as contradições entre a inteligência coletiva e individual.
Leia maisPor Machado de Assis (1878)
Machado de Assis (1839-1908) publicou “Na Arca” sob o pseudônimo Eleazar em 14 de maio de 1878, no jornal O Cruzeiro. O conto, escrito em estilo bíblico-paródico, dramatiza o momento em que, após o dilúvio, os filhos de Noé disputam a divisão da terra, revelando tensões morais e políticas latentes.
Leia maisPor Machado de Assis (1875)
Machado de Assis (1839–1908), um dos maiores nomes da literatura brasileira, publicou Antes que cases em 1875, no Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro. O conto reflete, com ironia e sutileza psicológica, as ilusões românticas e os contrastes entre ideal e realidade no amor, temas recorrentes na obra inicial do autor.
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