Por Machado de Assis (1871)
"Almas agradecidas" é um conto de Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Jornal das Famílias em 1871 (março e abril), no Rio de Janeiro. O enredo, da fase inicial do autor, centra-se na amizade entre Oliveira, ingênuo e generoso, e Magalhães, astuto e calculista, que se aproveita da bondade do amigo para ascender profissionalmente e conquistar a mulher que ele amava. O texto aborda o tema da falsidade nas relações sociais, da ingratidão e da oposição entre a virtude desinteressada e o interesse prático.
Leia maisPor Machado de Assis (1905)
"Anedota do Cabriolet" é um conto do mestre realista Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente no Almanaque Brasileiro Garnier em 1905, no Rio de Janeiro. A narrativa, com um tom irônico e melancólico, é desencadeada pela curiosidade do sacristão João das Mercês em desvendar o segredo por trás da morte de dois moribundos. O tema central é o poder do destino e do impedimento social (incesto velado) sobre a felicidade humana, com a reflexão sobre a vaidade da curiosidade e a natureza da "anedota".
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
"As Academias de Sião" é um conto satírico de Machado de Assis (1839-1908). Publicado originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1884, o texto utiliza a alegoria de um reino asiático e o mito da troca de almas para satirizar o ambiente intelectual das academias, a vaidade e a futilidade dos debates pseudocientíficos, a política e a natureza humana. O conto questiona, ironicamente, a essência do ser e as contradições entre a inteligência coletiva e individual.
Leia maisPor Machado de Assis (1878)
Machado de Assis (1839-1908) publicou “Na Arca” sob o pseudônimo Eleazar em 14 de maio de 1878, no jornal O Cruzeiro. O conto, escrito em estilo bíblico-paródico, dramatiza o momento em que, após o dilúvio, os filhos de Noé disputam a divisão da terra, revelando tensões morais e políticas latentes.
Leia maisPor Machado de Assis (1875)
Machado de Assis (1839–1908), um dos maiores nomes da literatura brasileira, publicou Antes que cases em 1875, no Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro. O conto reflete, com ironia e sutileza psicológica, as ilusões românticas e os contrastes entre ideal e realidade no amor, temas recorrentes na obra inicial do autor.
Leia maisPor Machado de Assis (1872)
De Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), o conto "A Parasita Azul" narra a volta do jovem médico Camilo de Paris a Goiás e sua disputa pelo amor da enigmática Isabel. O tema aborda o contraste entre o cosmopolitismo europeu e o provincianismo brasileiro, a paixão romântica e as ironias do destino. Foi publicado originalmente em folhetins no Rio de Janeiro no Jornal das Famílias, entre junho e setembro de 1872, sob o pseudônimo Job. O conto foi reunido na coletânea Histórias da Meia-Noite (1873).
Leia maisPor Machado de Assis (1884)
"A Segunda Vida" é um conto de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) que narra o encontro insólito entre Monsenhor Caldas e José Maria, um homem que alega ter vivido uma "segunda vida" com toda a experiência e sabedoria da anterior, o que paradoxalmente o impede de viver plenamente e de ser feliz. O conto explora a frustração e o paradoxo da experiência em face da paixão e da espontaneidade.
Leia maisPor Machado de Assis (1882)
"A Sereníssima República" é um conto-conferência do escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908). Com acentuada ironia e alegoria, o texto aborda a corrupção e as distorções do processo eleitoral, satirizando as práticas políticas da época através da descrição de uma "república" organizada por aranhas, cujo sistema de voto no "saco" remete à República de Veneza e, sutilmente, à realidade brasileira. O conto foi publicado originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 20 de agosto de 1882, e posteriormente incluído no livro Papéis Avulsos.
Leia maisPor Machado de Assis (1883)
"Anedota Pecuniária" é um conto do escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908), publicado originalmente na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro), em 6 de outubro de 1883. A história narra a obsessão do agiota Falcão pelo dinheiro, que o leva a dispor de duas sobrinhas órfãs, Jacinta e Virgínia, para casamentos que lhe trarão lucro ou compensação financeira, trocando o afeto e a paternidade adotiva pelo "erotismo pecuniário". A obra, marcada pela ironia do Realismo, satiriza a ganância e a mercantilização das relações humanas na sociedade burguesa da época.
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