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#Contos#Literatura Brasileira

Último capítulo

Por Machado de Assis (1883)

Neste irônico e melancólico conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente na Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro, 20 de junho de 1883), o narrador Matias Deodato expõe sua biografia marcada pelo "caiporismo" — um azar incurável em amores e negócios. À beira do suicídio, ele dita seu testamento e nos guia por suas desventuras existenciais. Trata-se de uma genial e cética reflexão sobre o vazio da existência humana e a futilidade de nossas ilusões.

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#Contos#Literatura Brasileira

Ideias do canário

Por Machado de Assis (1895)

Publicado originalmente sob o título "Que é o mundo?" no periódico Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1895), este genial conto de Machado de Assis (1839–1908) é uma sátira filosófica e alegórica indispensável. A narrativa acompanha Macedo, um ornitólogo que se depara com um canário falante capaz de redefinir o conceito de "mundo" a cada mudança de cenário. Com fino humor, o Bruxo do Cosme Velho tece uma brilhante reflexão sobre o perspectivismo e as ilusões do saber.

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#Discursos#Literatura Brasileira

A estátua de José de Alencar

Por Machado de Assis (1899)

Machado de Assis (1839–1908) presta aqui uma comovente e erudita homenagem a seu colega e amigo José de Alencar. Proferido originalmente em 1897, por ocasião do lançamento da pedra fundamental do monumento ao autor de Iracema, este discurso é um ensaio sobre a imortalidade da literatura e a alma brasileira. Com a elegância habitual, o Bruxo do Cosme Velho analisa o gênio criativo, a carreira política e a força da imaginação alencarina. Um tributo imperdível entre dois gigantes das nossas letras.

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#Crônicas#Literatura Brasileira

Salteadores da Tessália

Por Machado de Assis (1893)

Machado de Assis (1839–1908), o "Salteadores da Tessália", exercita nesta crônica publicada na Gazeta de Notícias (1893) seu olhar irônico sobre a natureza humana. Partindo de uma notícia política grega sobre deputados que atuavam como salteadores, Machado reflete sobre moral, poder e a futilidade das aparências. Com sua prosa mordaz, ele questiona a ideia de progresso e nos convida a observar as contradições do mundo com o ceticismo característico. Uma leitura fundamental.

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#Crônicas#Literatura Brasileira

Sermão do Diabo

Por Machado de Assis (1893)

Publicado na Gazeta de Notícias em 4 de setembro de 1893, "O sermão do Diabo" é uma sátira genial de Machado de Assis (1839–1908). O autor, o "Bruxo do Cosme Velho", utiliza a paródia das Bem-aventuranças para criticar o cinismo, a ganância e a hipocrisia da sociedade carioca. Com seu humor mordaz e inteligência afiada, Machado subverte a moral tradicional para expor as contradições do poder e do lucro. Um texto provocativo que convida a uma reflexão atemporal sobre os vícios humanos.

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#Crônicas#Literatura Brasileira

A cena do cemitério

Por Machado de Assis (1894)

Nesta crônica publicada na Gazeta de Notícias (1894), Machado de Assis (1839–1908) utiliza a célebre cena do cemitério de Hamlet para satirizar a especulação financeira carioca. Através de um pesadelo surreal, o autor transforma coveiros em corretores da bolsa, equiparando ações falidas a restos mortais. Com sua ironia característica, o "Bruxo do Cosme Velho" faz uma crítica mordaz à desilusão econômica e à fragilidade dos valores humanos. Um convite irônico a refletir sobre a finitude e o mercado.

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#Crônicas#Literatura Brasileira

Canção de piratas

Por Machado de Assis (1894)

Nesta crônica publicada na Gazeta de Notícias (1894), Machado de Assis (1839–1908) observa com ironia os eventos de Canudos e o banditismo no sertão baiano. Contrastando a realidade histórica com a idealização literária, o autor subverte a figura romântica do "pirata", questionando como a sociedade e a arte do final do século XIX absorvem a violência. Um texto provocativo que convida o leitor a refletir sobre a fronteira entre a criação artística, a história e a realidade política do Brasil.

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#Crônicas#Literatura Brasileira

Garnier

Por Machado de Assis (1893)

Esta crônica de Machado de Assis (1839–1908), publicada na Gazeta de Notícias em 8 de outubro de 1893, é um tocante obituário e um ensaio sobre a efemeridade das coisas. Ao narrar a morte do livreiro Baptiste-Louis Garnier, figura central da vida intelectual do Rio de Janeiro oitocentista, o autor reflete sobre a labuta, a amizade e o fim de uma era. Um convite irrecusável para conhecer o homem por trás dos livros que formaram gerações de leitores brasileiros.

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#Poemas em verso#Literatura Brasileira

A Carolina

Por Machado de Assis (1906)

Machado de Assis (1839–1908) compôs este soneto pungente em memória de sua esposa, Carolina, falecida em 1904. Em "A Carolina", o "Bruxo do Cosme Velho" despede-se de sua companheira de longa data com uma honestidade brutal e sensível, transpondo o luto para uma poesia que celebra a vida a dois. É um dos testemunhos mais íntimos da literatura brasileira, revelando a faceta humana de um gigante das letras em um momento de profunda dor e saudade. Um convite irrecusável à emoção.

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