Por Ronaldo Martins
15/01/2026
O Ano da Cultura China–Brasil foi oficialmente inaugurado em janeiro de 2026 com atividades literárias em Pequim, reunindo escritores brasileiros, acadêmicos chineses e instituições culturais dos dois países. A programação marca o início de uma série de eventos bilaterais previstos ao longo do ano, com foco no intercâmbio cultural, na tradução de obras e no fortalecimento das relações editoriais sino-brasileiras.
A abertura do Ano da Cultura China–Brasil incluiu o evento “Entre o Espelho e a Lâmpada: Diálogo da Literatura Contemporânea Sino-Brasileira”, realizado nos dias 10 e 11 de janeiro na Universidade de Pequim. A iniciativa foi organizada pelo Departamento de Relações Internacionais da Associação de Escritores da China, pela Faculdade de Línguas Estrangeiras da universidade e pelo Centro da Cultura Brasileira.
A programação contou com a participação dos escritores brasileiros Julián Fuks e Jeferson Tenório, cujas obras já circulam no mercado editorial chinês. Os romances A Resistência e O Avesso da Pele foram publicados em chinês em 2024 pela Editora Lijiang, ampliando a presença da literatura brasileira contemporânea na China.
Durante os encontros, foram abordados temas como criação literária, tradução, circulação internacional de livros e o papel da literatura no diálogo cultural entre países. Acadêmicos chineses apresentaram análises sobre a recepção da literatura brasileira na China, enquanto os autores convidados discutiram processos de escrita e publicação em contextos transnacionais.
O Ano da Cultura China–Brasil prevê, ao longo de 2026, uma agenda ampliada de atividades em diferentes áreas, incluindo literatura, artes visuais, música e educação. Entre os objetivos estão o incentivo a novas traduções, a promoção de autores dos dois países e o fortalecimento da cooperação entre editoras, universidades e instituições culturais.
Segundo a organização, as ações previstas buscam consolidar o intercâmbio cultural como eixo estratégico das relações sino-brasileiras, utilizando a cultura e o livro como instrumentos de aproximação institucional e de circulação de conhecimento entre os dois países.