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#Entrevistas#Literaturas de Língua Portuguesa#Literatura e Outras Mídias

Entrevista com a escritora Nathália Coelho

Por Fernando Fidelix Nunes (2026)

Em suma, falei de mim para falar sobre a Literatura do DF. Acho muitas são as tentativas individuais e em coletivo, como os eventos fomentados pelos cafés, as tentativas governamentais de colocar Brasília na rota cultural brasileira de turnês, os editais de fomento que saem, a própria UnDF com a produção científica sobre os autores daqui, em produzir material, povoar a internet, demonstrar relevância ao que temos aqui. As parcerias com outras artes, a visibilidade do DF projetada nacionalmente na TV (isso é recente, coisa da ultima década, sobretudo pela TV Globo, com produção de filmes, séries) para que entendam a nossa importância. A participação, cada vez mais massissa de autores brasilienses em prêmios literários grandes...

E talvez, aquele estalo que acontece alguma vez na vida, para alguns, de projeção, que alavanque toda uma rede que está ocorrendo já, e só estava esperando alguém que a olhasse e a escutasse.

Cora Coralina só foi conhecida na velhice. Carolina Maria de Jesus, Conceição Evaristo... e tantas outras. Eu ainda tenho esperança, pra mim e para o DF.

Fernando Fidelix Nunes: Quais são os seus projetos artísticos futuros?

Nathália Coelho: Estou com uma expectativa de publicação de um terceiro livro de poemas, prosa poética, que vai falar sobre meu despertar racial e algumas experiências de vida como uma mulher negra parda. É um livro que está pronto desde 2023, já foi reformulado, mas ainda não teve a coragem profunda de vir ao mundo. É algo bem visceral. Mas no momento certo virá à tona. Quero publicar minha tese de doutorado e retomar um romance que comecei em 2018 e não dei continuidade por conta das muitas outras coisas que preciso me dedicar para ganhar a vida. Também tenho um projeto de lançar um livro de contos da redação, com as minhas memórias da minha década na imprensa brasiliense.

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