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Em “O Devanear do Céptico”, de Bernardo Guimarães, o eu lírico mergulha em reflexões marcadas pela dúvida e pelo conflito entre fé e razão. O poema apresenta os questionamentos de um espírito inquieto, que oscila entre a descrença e o desejo de encontrar sentido para a existência. Com tom introspectivo e filosófico, a obra expressa angústias e incertezas próprias da condição humana.
“Inspirações da tarde”, de Bernardo Guimarães, é um texto de caráter lírico que retrata a contemplação da natureza no entardecer. A obra valoriza as emoções, a sensibilidade e a reflexão interior do eu poético diante da paisagem, transformando a tarde em símbolo de serenidade, saudade e inspiração. Com linguagem delicada, o autor aproxima sentimento e cenário natural.
Publicado em 1875, O elixir do pajé, de Bernardo Guimarães, é um poema satírico que critica costumes, hipocrisias e falsas virtudes da sociedade do século XIX. Com humor e ironia, a obra narra a história de um suposto elixir milagroso criado por um pajé, usando a fantasia para expor exageros morais e comportamentos ridículos, em tom irreverente e provocador.
O V Congresso Internacional de Literatura Brasileira (COLIBRA 2026) terá como foco a obra de João Guimarães Rosa e será realizado na Universidade de Salamanca, reunindo pesquisadores, escritores e artistas. O encontro propõe uma abordagem interdisciplinar da poética rosiana, explorando suas relações com a linguagem, a imaginação e o mundo, em três eixos temáticos: linguagem e invenção, travessia e exílio, e paisagens e viagens.
09/09/2026 - 11/09/2026
Salamanca
21/06/2026O poema “Canto da solidão”, de Bernardo Guimarães, expressa os sentimentos íntimos de um eu lírico marcado pelo isolamento e pela melancolia. Inserida no contexto do Romantismo, a obra revela reflexões sobre a dor, a saudade e o afastamento do convívio humano, valorizando a natureza como espaço de refúgio e contemplação. O texto destaca a intensidade emocional e o tom introspectivo característicos do período.
O poema “A origem do mênstruo”, de Bernardo Guimarães, revela uma faceta menos convencional do autor ao abordar, com ironia e tom satírico, um tema cercado de tabus. Inserido no contexto do ultrarromantismo, o texto combina humor provocativo, exagero e elementos do imaginário fantástico para construir uma explicação fictícia e irreverente sobre a origem do fenômeno biológico. Ao mesclar crítica social, ousadia temática e linguagem marcada por imagens fortes, a obra provoca estranhamento e curiosidade no leitor, evidenciando a liberdade criativa do autor e seu gosto por explorar temas incomuns dentro da poesia brasileira do século XIX.
O romance “A escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, é uma das obras mais conhecidas do romantismo brasileiro e aborda, de forma sensível e crítica, a realidade da escravidão no século XIX. A narrativa acompanha Isaura, uma jovem escravizada de grande beleza e educação refinada, que sofre perseguições e abusos por parte de seu senhor após recusar seus avanços. Ao longo da história, a protagonista enfrenta injustiças, fugas e perigos, enquanto luta por liberdade e dignidade. Misturando romance, drama e denúncia social, o livro conquistou leitores ao expor as contradições morais da sociedade escravocrata e defender ideais de humanidade e justiça.
O poema narrativo “A orgia dos duendes”, de Bernardo Guimarães, mergulha no universo fantástico e sombrio ao retratar uma reunião macabra de criaturas sobrenaturais em meio à noite. Com forte influência do ultrarromantismo, o texto apresenta duendes e figuras grotescas que celebram uma espécie de ritual irreverente e caótico, misturando humor ácido, crítica social e elementos de terror. A atmosfera é marcada por exageros, imagens vívidas e tom satírico, criando uma narrativa que oscila entre o grotesco e o fantástico. Ao explorar o imaginário popular e o gosto pelo insólito, a obra revela uma faceta ousada do autor, capaz de provocar estranhamento e fascínio no leitor.
Machado de Assis (1839–1908), maior nome do Realismo brasileiro, publicou “Missa do Galo” originalmente na Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro, em 1893. O conto narra o encontro noturno entre um jovem e uma mulher casada, na véspera de Natal, explorando desejo velado, ambiguidade e memória, em uma das mais sutis análises psicológicas do autor.
Machado de Assis (1839–1908), mestre do Realismo brasileiro, publicou “Muitos anos depois” no periódico Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro, em 1874. O conto explora vocação, amor frustrado, honra e segredo familiar, conduzindo a um desfecho trágico que revela as consequências morais de escolhas e equívocos.