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Poema encomiástico atribuído a Gregório de Matos, composto em homenagem a frei Pascoal, abade do Convento de Nossa Senhora das Brotas, por ocasião da acolhida oferecida a D. Ângela e seus pais durante uma romaria ao santuário. Misturando português e espanhol, o texto elogia a hospitalidade do religioso e lhe deseja prosperidade, harmonia na comunidade conventual e abundância material em sua administração.
Poema encomiástico atribuído a Gregório de Matos, dedicado a frei Tomás da Apresentação após um sermão proferido no primeiro domingo da Quaresma. O autor elogia a capacidade do pregador de condensar, com clareza e eloquência, em poucas palavras o conteúdo de longas pregações. O soneto compara o frade a figuras como São Francisco e Cristo, exaltando sua eficácia oratória e sua virtude religiosa.
Poema encomiástico atribuído a Gregório de Matos, composto a pedido de um amigo de frei Tomás da Apresentação para elogiar um de seus sermões. Desenvolvido em glosa sobre um mote, o texto sustenta que apenas o próprio pregador seria capaz de avaliar plenamente sua eloquência. Com referências à retórica, à filosofia e à pintura, o autor justifica sua dificuldade em louvar uma pregação considerada superior aos elogios que poderia fazer.
Poema encomiástico atribuído a Gregório de Matos, composto para celebrar a vitória de frei Tomás da Apresentação em uma oposição capitular, disputa interna por cargo ou dignidade na ordem religiosa. Em glosa de um mote, o autor compara o frade ao Sol e seus adversários às nuvens que tentam obscurecê-lo, exaltando o triunfo do religioso e apresentando o fracasso da oposição como consequência inevitável de sua pretensão.
Machado de Assis escreveu “Sinhá” um poema curto e musical que exalta o nome da amada. O eu lírico compara a doçura e a beleza de "Sinhá" a elementos da natureza, como flores, pássaros e o orvalho, elevando a mulher a um patamar sagrado. O poema compõe “Crisálidas” (1864), coletânea de poemas que marca a estreia poética de Machado de Assis (1839–1908). O volume reflete a transição entre o Romantismo da época e a agudeza psicológica que se tornaria sua marca registrada.
Esta é uma crônica de Machado de Assis publicada originalmente em 1869, sob o pseudônimo de "Luís Tinoco", no Jornal das Famílias. O texto satiriza com ironia refinada o diletantismo e a vaidade de jovens aspirantes a escritores e políticos. Através da trajetória do medíocre Luís Tinoco, Machado constrói uma crítica ácida ao deslumbramento e à falta de substância daqueles que, movidos pela autocomplacência, buscam na literatura e na política uma glória que o talento não sustenta.
Este conto de Machado de Assis, publicado originalmente na Gazeta de Notícias em 1886, explora com ironia e sensibilidade os sonhos e as contradições da vida urbana no Rio de Janeiro. A narrativa acompanha o casal Porfírio e Glória, cuja rotina de dificuldades financeiras é subitamente alterada por um prêmio de loteria. Machado disseca a psicologia do pequeno burguês, o desejo de ascensão social e o efêmero prazer do consumo como válvula de escape para uma existência marcada pelo trabalho.
Este conto de Machado de Assis (1839–1908) narra a trajetória de um fidalgo português que, no Brasil do século XVII, torna-se imortal após receber uma poção indígena. A obra é um precursor da ficção científica brasileira, utilizando o fantástico para refletir sobre a condição humana, o tempo e a melancolia da existência eterna. Machado mais tarde retomaria o tema no conto "O Imortal" (1882), oferecendo uma nova perspectiva sobre a mesma história.
Este conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente em abril de 1873 no Jornal das Famílias, oferece um retrato irônico e perspicaz da vida política carioca no século XIX. Através do olhar de um provinciano, a narrativa transforma a Rua do Ouvidor — o coração intelectual e social do Rio — em um palco onde boatos, ambições e o diletantismo dos frequentadores se misturam na formação de um novo ministério, satirizando a volubilidade e o teatro da política brasileira da época.
Este conto de Machado de Assis (1839–1908), publicado originalmente entre dezembro de 1875 e fevereiro de 1876 no Jornal das Famílias, narra as peripécias de Gustavo, um jovem bacharel que, ao perder um singelo mimo — uma fita azul bordada por sua noiva Marianinha —, desencadeia uma busca frenética e cômica que beira o absurdo. Com fina ironia, Machado disseca a vaidade masculina, os jogos de sedução do Segundo Reinado e a importância desproporcional atribuída a detalhes triviais em relacionamentos.