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Luxo e Vaidade apresenta uma crítica aos excessos da sociedade urbana do século XIX, explorando a busca pelo prestígio social, pelas aparências e pelo status. A narrativa revela como o desejo de ascensão e ostentação influencia comportamentos e relações pessoais, expondo conflitos morais e afetivos. Com tom irônico, a obra questiona valores sociais e a superficialidade das convenções da época.
Antonica da Silva, de Joaquim Manuel de Macedo, é uma obra de caráter teatral — uma burleta em quatro atos — que convida o leitor a acompanhar uma trama cheia de humor, disfarces e tensões morais. Ambientada no Rio de Janeiro do período colonial, a peça gira em torno de Benjamim, um jovem forçado a se passar por mulher para escapar da perseguição do poder, provocando equívocos amorosos, ciúmes e situações cômicas. Entre críticas sociais e jogos de aparência, a obra prende pela vivacidade das cenas e pelo dinamismo típico do teatro.
A Luneta Mágica, de Joaquim Manuel de Macedo, é um romance brasileiro publicado em 1869 que mistura fantasia, ironia e crítica social. A história acompanha Simplício, um jovem míope física e moralmente, que recebe de um mágico uma luneta capaz de revelar o bem e o mal nas pessoas e no mundo ao seu redor. A obra, considerada uma das primeiras do fantástico no Brasil, usa essa fantástica visão como metáfora para refletir sobre a natureza humana, aparências e julgamentos, revelando a complexidade das relações e das convenções sociais na época do Segundo Reinado.
Amor e Pátria, de Joaquim Manuel de Macedo, é uma peça teatral em um ato escrita em meados do século XIX que articula temas de amor, honra e patriotismo no contexto das lutas pela Independência do Brasil. A trama acompanha personagens que debatem valores pessoais e cívicos enquanto se entrelaçam relações amorosas e eventos históricos, mostrando como o compromisso com a pátria se reflete tanto na vida pública quanto nos afetos privados. A obra combina elementos dramáticos e situações cômicas para refletir sobre o sentido de dever, lealdade e identidade nacional em um momento decisivo da história brasileira.
Machado de Assis (1839–1908) publicou o conto Fernando e Fernanda em 1866, no Jornal das Famílias, no Rio de Janeiro. O texto aborda o amor juvenil, a formação moral e a instabilidade dos afetos, explorando temas como fidelidade, vaidade e amadurecimento emocional. Com ironia sutil e análise psicológica, a narrativa antecipa traços centrais da obra madura do autor.
Machado de Assis (1839–1908) publicou o conto Filosofia de um par de botas em 1878, na revista O Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Com humor e alegoria, o texto reflete sobre a vaidade, o envelhecimento e as vicissitudes sociais, dando voz a objetos para ironizar a condição humana e a transitoriedade do prestígio e da utilidade.
Machado de Assis (1839–1908) é o autor do conto Flor Anônima, narrativa introspectiva que aborda a solidão feminina, a memória afetiva e as escolhas não realizadas. Por meio das recordações de Martinha, o texto reflete sobre o tempo, o amor perdido e a fragilidade das lembranças, simbolizadas por uma flor sem nome, vestígio silencioso de um afeto verdadeiro.
Machado de Assis (1839–1908) é o autor do conto Folha rota, narrativa de tom trágico que aborda o amor impedido, os conflitos familiares e o peso das convenções sociais. Ambientado no Rio de Janeiro do século XIX, o texto revela, com sobriedade e ironia contida, como ressentimentos do passado moldam destinos e conduzem à frustração afetiva e à ruína moral.
Machado de Assis (1839–1908) publicou o conto Francisca no Jornal das Famílias, em 1867, no Rio de Janeiro. A narrativa aborda o conflito entre amor, dever e convenções sociais, explorando o sacrifício afetivo, o casamento imposto e a transformação moral das personagens. Com sensibilidade psicológica, o texto antecipa temas centrais da ficção machadiana.
Machado de Assis (1839–1908) publicou Esaú e Jacó em 1904, no Rio de Janeiro. O romance acompanha os gêmeos Pedro e Paulo, opostos em temperamento e ideias, para ironizar conflitos políticos, sociais e morais do Brasil do fim do século XIX. Com narrador refinado e tom crítico, a obra reflete a maturidade estética do autor e convida à leitura atenta das ambiguidades humanas.