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#Entrevistas#Literatura do Distrito Federal

Entrevista com o escritor André Cunha

Por Fernando Fidelix Nunes (2025)

André Cunha: Fiquei feliz e contente, trouxe um certo prestígio como escritor que eu ainda não tinha, mas em termos de vendas o efeito foi discreto.

Fernando Fidelix Nunes: A literatura do Distrito Federal ficou conhecida nas últimas décadas, principalmente por meio de obras poéticas, como as de Nicolas Behr, Meimei Bastos e Anderson Braga Horta. Essa ênfase na produção poética também ocorre em trabalhos da crítica literária do Distrito Federal. De que modo você acha que o gênero romance pode se tornar mais popular com o público e com a crítica literária no Distrito Federal?

André Cunha: Do mesmo modo que no resto do país, ou seja, tem que entrar na marra, à fórceps. As pessoas não têm hábito de ler, poucos têm tempo e disciplina de ler romance, então tem que ser teimoso, chato, lidar bem com o desinteresse e a indiferença, fazer o seu corre, a sua divulgação, buscar o seu leitor e o seu lugar ao sol, contra tudo e contra todos. Tem na cidade algumas iniciativas legais como clubes de leitura e discussão, acho isso bem-vindo e saudável, mas, do meu ponto de vista, a leitura é algo muito particular e íntimo. Pode até ser que alguém desenvolva esse hábito já na maturidade, mas, até onde posso perceber, a hora de você fisgar o leitor é na adolescência. Se a pessoa entrar na vida adulta sem o hábito da leitura, dificilmente vai desenvolver. A responsabilidade aqui é da escola e da família, mas principalmente da família. Se a criança só vê o pai e a mãe no celular, esse é o exemplo que ela vai seguir. E isso tem acontecido cada vez mais.

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