Quando a erva crescer em cima da minha sepultura FERNANDO PESSOA (1915) Este texto faz parte dos "Poemas Inconjuntos" (escritos entre 1913 e 1930), conjunto que reúne a produção dispersa de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. Quando a erva crescer em cima da minha sepultura, Seja esse o sinal para me esquecerem de todo. A Natureza nunca se recorda, e por isso é bela. E se tiverem a necessidade doente de «interpretar» a erva verde sobre a minha sepultura, Digam que eu continuo a verdecer e a ser natural.